segunda-feira, 25 de junho de 2012

Mania de Excel

A princípio pensei em chamar esse post de "mania de organização", mas os mais íntimos me desmentiriam no primeiro momento (minha mãe então, na primeira palavra!).

Não sou organizada. E é um porre porque você tem que mentir, especialmente nas entrevistas de emprego. Você tem que fingir que é organizad@ - para na primeira semana seu chefe e toda equipe descobrir que você inventou essa qualidade em você.

Sou do tipo que tem sapatos espalhados pelo quarto (e olha que ele tem 2,5mX1,5m - um verdadeiro cubículo!).

Tenho uma bolsa e uma mochila cheia de papéis.

E vivo perdendo o celular na bolsa, dinheiro e cartão.

RG? Já tirei uns 500.

A nova onda agora é: perder a carteirinha da faculdade - e ter que pagar R$18,30 por uma nova!

E nem ouse se aventurar pelo meu hd externo. Tenho inúmeras pastas do tipo "verificar", "verificar depois", "verifique isso", "para ver depois", "organizar", "arquivos diversos", "que porra é essa?", "que porra é essa? 2"... e assim por diante.

Quem não tem/faz isso, que atire a primeira pedra.

Eu acho que quem é organizadinho deve ter vindo de Marte. Só pode. Terráqueos que eu conheço não são organizados.

Dito isso, já aviso: se você for convidado algum dia desses a visitar a minha humilde residência, já sabe o furdúncio que vai encontrar - e não ouse julgar!

Ok. Esclarecido e confessado que não sou nem um pouco organizada, devo confessar que, apesar de tudo, eu sou uma viciada em Excel. Quando eu me rendo à organização eu lanço mão dessa ferramenta maravilhosa, odiada por uns.


É mais ou menos: "Excel: ame-o ou deixe-o". E tod@ viciad@ em Excel vai te dizer que teve um momento da vida em que ele odiava aquela ferramenta, porque não entendia como a vida funcionava. Ou seja, é tudo pura discriminação, tadinho do meu Excel. Então a pessoa aqui precisa de Excel para viver. Segue alguns exemplos para ilustrar o que eu to falando:



Calendário de acompanhamento de posts aqui nesse espaço? Excel...


Calendário de estágio da faculdade? Excel, óbvio: 

Calendário de atividades do semestre (organizar o dia-a-dia)... Excel! 

Acompanhamento de trabalhos da faculdade? Hum... Excel?

Acompanhar o resumo escolar? Excel!

Excel!

Excel!  Porque eu também sou feita de números!

É isso. Se na sua empresa você precisa de algum expert em Excel, e esteja pagando bemé só me chamar!


terça-feira, 12 de junho de 2012

Paixão ou...


É assim: de repente você se dá conta dos acontecimentos recentes. Você começa a chorar, se desesperar, pensa "por que eu não vi/percebi isso antes", "como eu sou tapada!" o olhar começa a ficar perdido...

Você não se concentra mais. Nem pra futilidades, menos ainda para coisas úteis.

Se alguém fala com você, estando ou na sua frente, sua cabeça viaja pra outro canto, é como se você vivesse no mundo da lua, ou estivesse sempre em alfa.

Seus amigos, familiares e amores não te compreendem. Não entendem o seu desespero. Te cobram pela sua ausência (ou então pelo seu 'corpo presente').

Você não consegue ler uma página e entender o que leu. Quiçá escrever algo decente.

Se arrumar, cortar o cabelo, fazer a unha ou coisa do gênero... você não tem vontade!

Redes sociais? O quê? Quando? Onde? Como diria padre Quevedo "Isso non ecziste!"... quem dirá vida social, balada, barzinho...

Você também sente isso?

Amig@, bem-vind@ (ou benvind@) ao FINAL DO SEMESTRE!!!

Pra finalizar, lá do Tumblr (sim eu vejo o Tumblr, sim eu abri a conta a pouco tempo, sim eu curto e me viciei - e sei, já ta fora de moda - o que eu posso fazer se o Facebook não aceita gifs?) um USPiano quando (no caso está no último ano e vai fazer uma prova):


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Marcha das Vadias / Sexo Livre


Estava viajando pela internet quando me deparei com a volta de um blog que eu adoro, da Verônica Volúpia (o nome já diz, ele é picante)! Ele estava antes no site Bolsa de Mulher (o último post em 2009). A autora criou o seu blog em 2007 e depois de tanto tempo voltou a postar (iupiii) o blog é Verônica Volúpia.

Com o movimento da Marcha das Vadias decidi publicar um texto da Verônica aqui (se você quer saber mais sobre o movimento pode ler este texto aqui)
SEXO LIVRE
Ser mulher é uma conquista. A gente nasce mulher, mas para exercer a plenitude do gênero, ainda hoje, é preciso ter peito. Não estou falando daquele turbinado adquirido em clínicas de cirurgia plástica. Refiro-me à coragem, à ousadia, a não ter medo de reivindicar direitos que na lei são para todos, mas nas entrelinhas só beneficiam aos homens: a lei do sexo livre. Nunca ouviu falar dela? Pois é, a maioria das mulheres nem sabe que ela existe e que dela são beneficiárias. Mas é bom começar a divulgar. A lei diz mais ou menos o seguinte:
Toda mulher tem o direito de usufruto do próprio corpo. Isso significa que ela pode usar e abusar das suas curvas e orifícios seja para dar, emprestar, alugar ou vender. Só a ela compete avaliar o que é ou não um bom negócio. O que é ou não seu desejo. Quem merece ou não a sua entrega. O que vai ou não lhe dar prazer. Se quer qualidade ou quantidade ou as duas coisas, ou nenhuma, em separado ou tudo ao mesmo tempo. O corpo é dela e o juízo, ou a falta dele, também.
Toda mulher tem o direito de vestir roupas provocantes e sensuais e minimalistas para se sentir bem, ou por qualquer outro motivo, seja vaidade, carência, por moda ou questão de estilo, sem necessariamente estar “pedindo” a um homem para atacá-la, agredi-la, violentá-la, violá-la, estuprá-la, chamem como quiser. Para pedir temos a boca. Falar também é um direito da mulher.
Toda mulher que é também mãe tem o direito de não gostar de dupla jornada, de chegar em casa cansada e colocar os pés pra cima, tomar um banho, relaxar. Se der sorte, tem direito também a uma massagem. E beijo na boca, no pescoço e o que mais a criatividade do outro aflorar e ela permitir. Toda mãe tem o direito de presentear a filha com um carrinho e o filho com uma boneca sem ter que ouvir comentários desestimulantes ou piadinhas maliciosas. Meninos não viram pais? Meninas não dirigem? A igualdade dos sexos virá através de uma educação igualitária. E toda a mãe tem o direito de tirar férias de suas crias sem culpa. Para simplesmente ser mulher.

Toda esposa tem o direito de não estar a fim de transar com o marido, assim como, ao contrário, tem o direito de sugerir, fantasiar, realizar os próprios fetiches. Toda mulher tem direito de não gostar de cozinhar, passar, lavar, ou de amar fazer tudo isso, mas só fazer quando achar que vale a pena para si ou para terceiros. De administrar a energia que sobra do seu dia e canalizá-la para o seu apetite sexual, se essa for a sua vontade. Se isso incluir o parceiro ou parceira, bom para os dois. Caso contrário, o prazer solitário é mais que um direito: é amor-próprio.
Toda mulher tem o direito de escolher uma rotina sexual remunerada, como profissão, ou não remunerada, como opção de vida – uma espécie de trabalho voluntário. Toda mulher tem direito a dar mais que chuchu na serra, seja em sonhos ou no mundo real, seja casada ou solteira, viúva, desquitada, para a mesma pessoa ou para várias, para o marido, o namorado, o amigo, para um conhecido ou um desconhecido, para um cliente, para o mesmo sexo ou diferente cor, conforme os compromissos que assumiu consigo mesma, com algum cartório, com sua consciência e seu travesseiro.
Toda mulher tem direito a ter opinião própria e não ser induzida a agir e pensar mecanicamente. A se vestir mecanicamente. A se comportar feito um robô. Tem o direito de ser o que é e não o que querem que ela seja. Gorda, magra, loira, morena, baixa, alta, negra ou branca, tem o direito de fugir de estereótipos e de dar e receber prazer sexualmente independente de padrões pré-concebidos. Toda mulher tem o direito de amar. E de se amar.
Toda mulher tem o direito de contar com a solidariedade das outras mulheres. Na prática não é muito o que acontece, infelizmente. Se nós, mulheres, soubéssemos calar em vez de caluniar, entender em vez de condenar, aceitar as diferenças em vez de repeli-las, a nos enxergarmos como aliadas em vez de concorrentes, se fôssemos mais unidas, talvez o mundo tivesse menos espaço para as desigualdades entre os sexos e não precisássemos sair queimando sutiãs em praça pública para nos fazer notar. Não podemos andar sem camisa no verão, mas um dia a gente chega lá.
Sexo não é só o que se faz. Sexo é o que se é. E o que a gente conquista. Eu, Verônica Volúpia, pratico o sexo livre. E você?

Digo com o Gil Piauilino "Se ser livre é ser vadia, somos todas Vadias!"