sábado, 7 de fevereiro de 2009

Era uma vez na América (entendendo a política global)

Filho Pai, porque é que tivemos que atacar o Iraque?
Pai: Porque eles tinham armas de destruição em massa, filho.
Filho: Mas os inspetores não encontraram nenhuma arma de destruição em massa.
Pai: Isso é porque os iraquianos as esconderam.
Filho: E porque é que nós invadimos o Iraque?
Pai: Bom, as invasões funcionam sempre melhor que as inspeções.
Filho: Mas depois de os termos invadido, ainda não encontramos nenhuma arma...
Pai: Isso porque as armas estão muito bem escondidas. Mas haveremos de encontrar alguma coisa, provavelmente antes mesmo das próximas eleições.
Filho: Para que é que o Iraque queria todas aquelas armas de destruição massa?
Pai: Para as usar numa guerra, claro.
Filho: Estou confuso. Se eles tinham todas essas armas e planejavam usá-las numa guerra, então porque é que não usaram nenhuma quando os atacamos?
Pai: Bem, obviamente não queriam que ninguém soubesse que eles tinham aquelas armas, por isso eles escolheram morrer aos milhares em vez de se defenderem.
Filho: Isso não faz sentido. Porque é que eles haveriam de escolher morrer se tinham todas aquelas armas poderosas para lutar contra nós?
Pai: É uma cultura diferente. Não é necessário fazer sentido.
Filho: Pai, não sei o que é que você acha, mas não me parece que eles tivessem quaisquer daquelas armas que o nosso governo dizia que eles tinham.
Pai: Bem, não interessa se eles tinham ou não aquelas armas. De qualquer modo nós tínhamos outra boa razão para os invadir.
Filho: E qual era?
Pai: Mesmo que o Iraque não tivesse armas de destruição em massa, Saddam Hussein era um cruel ditador, o que era outra boa razão para invadir um país.
Filho: Porquê? O que é que um ditador cruel faz para que seja correto invadir o seu país?
Pai: Bom, pelo menos uma coisa, ele torturava o seu próprio povo.
Filho: Assim como fazem na China?
Pai: Não compare a China com o Iraque. A China é um bom parceiro econômico, onde milhões de pessoas trabalham por salários de miséria, em condições miseráveis, para tornar as empresas norte-americanas mais ricas.
Filho: Então, se um país deixa que o seu povo seja explorado para o lucro das empresas americanas, é um bom país, mesmo se esse país tortura o povo?
Pai: Certo.
Filho: Porque é que o povo no Iraque era torturado?
Pai: Por crimes políticos, principalmente, como criticar o governo. As pessoas que criticavam o governo no Iraque eram presas e torturadas.
Filho: Não é isso o que também acontece na china?
Pai: Já disse, a China é diferente.
Filho: Qual é a diferença entre a China e o Iraque?
Pai: Bom, ao menos por uma coisa: o Iraque era governado pelo partido Baas, enquanto que a China é comunista.
Filho: Você não tinha dito uma vez que os comunistas eram maus?
Pai: Não, só os comunistas cubanos são maus. 
Filho: Porque é que os comunistas cubanos são maus?
Pai: Porque as pessoas que criticam o governo em Cuba são presas e torturadas.
Filho: Como no Iraque?
Pai: Exatamente.
Filho: E como na China, também?
Pai: Já disse, a China é um bom parceiro econômico. Cuba, por outro lado, não é.
Filho: Porque é que Cuba não é um bom parceiro econômico?
Pai: No início dos anos 60, o nosso governo fez umas leis tornando ilegal o comércio com Cuba, é que eles deixassem de ser comunistas e começassem a ser capitalistas como nós.
Filho: Mas se nós acabássemos com essas leis, abríssemos o comércio com Cuba, e começássemos a fazer negócios com eles, isso não ajudaria os cubanos a tornarem-se capitalistas?
Pai: Não se faça de esperto!
Filho: Eu acho que não sou.
Pai: Bom, de qualquer modo, também não há liberdade de religião em Cuba.
Filho: Assim como na China?
Pai: Já disse, deixa de falar mal da China. De qualquer maneira, Saddam Hussein chegou ao poder através de um golpe militar, por isso ele não era realmente um líder legítimo.
Filho: O que é um golpe militar?
Pai: É quando um general toma o poder pela força, em vez de eleições livres como nós temos nos Estados Unidos.
Filho: O líder do Paquistão não chegou ao poder através de um golpe militar?
Pai: Aah, sim, foi; mas o Paquistão é nosso amigo.
Filho: Como é que o Paquistão é nosso amigo se o seu líder é ilegítimo?
Pai: Eu nunca disse que o general Pervez Musharraf era ilegítimo.
Filho: Mas você acabou de dizer que um general que chega ao poder pela força, derrubando o governo legítimo de uma nação, é um líder ilegítimo 
Pai: Só Saddam Hussein. Pervez Musharraf é nosso amigo, porque ele nos ajudou a invadir o Afeganistão.
Filho: E porque é que nós invadimos o Afeganistão?
Pai: Por causa do que eles nos fizeram no 11 de setembro.
Filho: O que é que o Afeganistão nos fez no 11 de setembro?
Pai: Bem, em 11 de Setembro de 2001, dezenove homens, quinze dos quais da Arábia Saudita, desviaram quatro aviões e lançaram três contra edifícios, matando mais de 3.000 norte-americanos.
Filho: E onde é que o Afeganistão entra nisso tudo?
Pai: O Afeganistão foi onde esses homens maus foram treinados, sob o regime opressivo dos Talibãs.
Filho: Os Talibãs não são aqueles maus radicais islâmicos que cortam as cabeças e as mãos das pessoas?
Pai: Sim, são esses. Não só cortavam as cabeças e as mãos das pessoas, como também oprimiam as mulheres.
Filho: Mas o governo Bush não deu aos Talibãs mais de USD 40.000.000,00 em maio de 2001?
Pai: Sim, mas esse dinheiro foi uma recompensa porque eles fizeram um bom trabalho na luta contra as drogas.
Filho: Na luta contra as drogas?
Pai: Sim, os Talibãs ajudaram a impedir as pessoas de cultivarem papoulas de ópio.
Filho: Como é que eles fizeram tão bom trabalho?
Pai: É simples. Se as pessoas fossem apanhadas cultivando papoulas de ópio, os Talibãs cortavam-lhes as mãos e as cabeças
Filho: Então, quando os Talibãs cortavam as cabeças e as mãos das pessoas que cultivavam flores, isso estava certo mas não se eles cortavam as cabeças e as mãos por outras razões?
Pai: Bom, nós achamos que é certo os radicais fundamentalistas islâmicos cortarem as mãos das pessoas por cultivarem flores, mas achamos cruel que eles cortem as mãos das pessoas por roubarem pão.
Filho: Mas na Arábia Saudita eles também não cortam as mãos e as cabeças das pessoas?
Pai: Isso é diferente. O Afeganistão era governado por um patriarcado tirânico que oprimia as mulheres e as obrigava a usar burqas sempre que elas estivessem em público, e as que não cumprissem tal ordem eram condenadas à morte por apedrejamento.
Filho: Mas as mulheres na Arábia Saudita não têm também que usar burqas em público?
Pai: Não, as mulheres sauditas simplesmente usam uma vestimenta islâmica tradicional.
Filho: Qual é a diferença?
Pai: A vestimenta islâmica tradicional usada pelas mulheres sauditas é uma roupa modesta, mas em moda, que cobre todo o corpo da mulher, exceto os olhos e os dedos. A burqa das afegãs, por outro lado, é um instrumento maligno da opressão patriarcal que cobre todo o corpo da mulher, exceto os olhos e os dedos.
Filho: Parece-me a mesma coisa com um nome diferente.
Pai: Você não vai querer comparar o Afeganistão com a Arábia Saudita. Os sauditas são nossos amigos
Filho: Mas você não disse que 15 dos 19 piratas do ar do 11 de setembro eram da Arábia Saudita?
Pai: Sim, mas foram treinados no Afeganistão.
Filho: Quem é que os treinou?
Pai: Um homem chamado Osama Bin Laden.
Filho: Ele era do Afeganistão?
Pai: Aah, não, ele era também da Arábia Saudita. Mas era um homem mau, um homem muito mau.
Filho: Se bem me lembro, ele já tinha sido nosso amigo.
Pai: Só quando nós o ajudamos e aos mujahadin a repelir a invasão soviética do Afeganistão, nos anos 80
Filho: Quem são os soviéticos? Não eram do Império do mal, comunista, que Ronald Reagan falava?
Pai: Já não há soviéticos. A União Soviética acabou por volta de 1990, e agora eles têm eleições e capitalismo como nós. Agora os chamamos de russos.
Filho: Então os soviéticos, quero dizer, os russos, agora são nossos amigos?
Pai: Mais ou menos. Eles foram nossos amigos durante uns anos, quando deixaram de ser soviéticos, mas depois decidiram não nos apoiar na invasão do Iraque, por isso agora estamos aborrecidos com eles. Também estamos aborrecidos com os franceses e com os alemães porque eles também não nos ajudaram a invadir o Iraque.
Filho: Então os franceses e os alemães também são maus?
Pai: Não completamente, mas suficientemente maus para termos mudado o nome das French Fries (batatas fritas) e das French Toasts (Torradas)para Freedom Fries (batatas da liberdade) e Freedom Toasts (Torradas da liberdade).
Filho: O Iraque não foi um dos nossos amigos nos anos 80?
Pai: Sim, durante algum tempo.
Filho: Saddam Hussein não era então o líder do Iraque?
Pai: Sim, mas nessa altura ele estava em guerra contra o Irã, o que fazia dele nosso amigo.
Filho: Porque é que isso fez dele nosso amigo?
Pai: Porque naquela altura o Irã era nosso inimigo.
Filho: Isso não foi quando ele lançou gás contra os curdos?
Pai: Sim, mas como ele estava em guerra contra o Irã, nós fazíamos de conta que não víamos, para lhe mostrar que éramos seus amigos.
Filho: Então, quem lutar contra um dos nossos inimigos torna-se automaticamente nosso amigo?
Pai: A maior parte das vezes sim.
Filho: E quando alguém luta contra um dos nossos amigos torna-se automaticamente nosso inimigo?
Pai: Às vezes isso é verdade. Porém, se as empresas americanas puderem lucrar vendendo armas para ambos os lados, ao mesmo tempo, tanto melhor.
Filho: Porquê?
Pai: Porque a guerra é boa para a economia, o que significa que a guerra é boa para a América. Além disso, já que Deus está do lado da América, quem se opõe à guerra é um ateu, anti-americano, comunista. Percebes agora porque é que atacamos o Iraque?
Filho: Acho que sim. Nós atacamos porque era a vontade de Deus, certo?
Pai: Sim.
Filho: Mas como é que nós sabíamos que Deus queria que atacássemos o Iraque?
Pai: Bem, Deus fala pessoalmente com George W. Bush e lhe diz o que fazer.
Filho: Então, basicamente, você está dizendo que atacamos o Iraque porque George W. Bush ouve vozes na cabeça?
Pai: Isso mesmo! Finalmente você percebeu como o mundo funciona. Agora fecha os olhos e dorme.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Sentir-se amado.

por Martha Medeiros

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.


50 Contradições Femininas


  1. Abandonar seu namorado porque ele é ciumento e sentir-se feia e desabrigada quando ninguém lhe dá importância.
  2. Acreditar no horóscopo, mas somente nos dias em que as previsões são favoráveis.
  3. Analisar sua vida amorosa desmembrando a cada frase e a cada atitude de seu parceiro com suas amigas, mas cortar uma relação se a cigana mau caráter assegurar que não é o indicado.
  4. Apaixonar-se por um homem casado porque ele é incapaz de trair a sua mulher.
  5. Arrancar os pelos das pernas, axilas e virilha com cera quente e chorar quando quebra ou lasca uma unha.
  6. Beliscar bebês alheios, pensar até cansar nos nomes de seus futuros filhos, emocionar-se com a gravidez de suas amigas e chorar desconsoladamente no primeiro dia de atraso.
  7. Catalogar uma amiga sexualmente hiperativa como "galinha" e uma mais seletiva, de perdedora ou de tácito "sapatão".
  8. Censurar as donas de casa porque não têm uma carreira, e "as que têm uma carreira" porque a empregada doméstica cuida de seus filhos.
  9. Chorar com os documentários de animaizinhos do "Animal Planet" e hiperventilar de emoção em frente a uma bolsa de couro.
  10. Comprar modernas roupas folgadas e cheias de trastes e "badulaques" que somente outra mulher pode apreciar.
  11. Comprar uma camiseta de verão em novembro, sabendo que em janeiro vai estar a metade de preço.
  12. Conquistar um mulherengo para tentar transformá-lo em um homem de família.
  13. Considerar que aos sessenta anos um homem é jovem, e uma mulher uma avó.
  14. Continuar achando que os homens possam ver que está enojada ou triste, sem lhes ter contado nada.
  15. Crer no mesmo homem que havia jurado de "pé junto" nunca mais voltar a fazê-lo.
  16. Dar-se o devido valor, fazer as unhas, bronzear-se e vestir-se melhor quando termina uma relação, e engordar 20 quilos, quando começa uma.
  17. Declarar durante todo o ano que celebrar o aniversário é uma estupidez, e ficar chateada e como beiço em "ponto morto" com seu parceiro quando a data chega e ele se esquece.
  18. Declarar-se uma vez ou outra o quão forte e independente que é, e simular debilidade e indefesa quando necessita de um homem.
  19. Deixar a roupa mais nova e linda para sair, quando em realidade passa quarenta e oito horas semanais no escritório e três ou quatro num passeio.
  20. Deixar um homem porque já não gosta e que volte a gostar quando ele encontra outra gostosona.
  21. Dizer que "o importante é o eu interior" quando tem um namorado, e alegar que amor é "coisa de pele" quando consegue um lindo.
  22. Dizer que as modelos "são muito magras" enquanto se cambaleia pelo quarto dia de jejum.
  23. Dizer que não quer nada para o Natal e secretamente esperar o presente surpresa.
  24. "Encher o saco" do parceiro para que colabore nos afazeres domésticos, mas chamá-lo de inepto quando começa a ajudar.
  25. Espiar e espreitar às amigas de escritório mais vadias e ineptas, para invejar, amargurar-se e sofrer.
  26. Falar de dieta com uma torta na mão e falar de tortas quando está de dieta.
  27. Fazer a permanente se seu cabelo é liso, uma escova se é armado ou pintá-lo de louro "falso" se é escuro.
  28. Fazer uma dieta terminal para ir a um casamento e comer como uma piranha descontrolada durante toda a festa.
  29. Gritar furiosa e chorar desconsoladamente durante a mesma discussão.
  30. Guardar rancor e bronca durante meses e explodir porque o namorado derramou uma gota de bebida naquele vestido amarelo "cheguei".
  31. Ignorar e maltratar quando um homem insistente a corteja, e perder a sensatez quando por fim deixa de fazê-lo.
  32. Insistir e esperar quando a relação já acabou, terminada por ela, há muito tempo.
  33. Ir a uma festa ou reunião, só por saber que ali está o cafajeste casado/noivo que lhe rompeu o coração.
  34. Ir a uma festa usando saltos agulha, e atirar os sapatos debaixo da mesa depois de quinze minutos, para poder dançar.
  35. Largar um respeitável homem de família para conquistar outro mulherengo.
  36. Morrer de amor por um homem que cria seus filhos sozinho e sentir pena por uma mulher que faz o mesmo.
  37. Negar-se a deixar os doces para baixar o colesterol, mas fazer a "dieta do jiló" para usar um vestido.
  38. No inverno, sair com uma camiseta diminuta e uma microssaia e terminar a noite envolvida em uma jaqueta enorme emprestada com os dizeres "Lembrança dos formandos de 1985?.
  39. Num encontro, fazer questão de pagar a metade do jantar e nunca mais sair com ele se aceitar a oferta.
  40. Perguntar se está gorda, para que lhe digam que está magra.
  41. Colocar roupa nova para um encontro, sabendo que aquele "pretinho" básico surrado lhe cai muito melhor.
  42. Provar roupa durante toda uma tarde e sair com o primeiro conjunto que escolheu.
  43. Queixar-se de que a depilação é um hábito primitivo e gritar de asco quando seu marido diz que deixe de fazer.
  44. Remover esses aros divinos de suas imensas orelhas alérgicas, esperar dois ou três dias e voltar a usá-los.
  45. Repetir incansavelmente que só necessita de amor, entendimento e estabilidade, e sentir repulsa por um homem bom e simples que manifesta frontal e prontamente sua devoção e amor.
  46. Seduzir um homem sabendo com segurança que jamais vai deixar que toque um fio de cabelo.
  47. Sentir-se discriminada se escolhem um homem para seu cargo, mas ter um derrame cerebral de ira se escolhem outra mulher.
  48. Ser capaz de dirigir uma empresa de duzentos empregados, um país de trinta milhões de habitantes ou uma família de doze membros, mas chamar a desgraçada da "mamãe" quando lhe dói o dente do siso.
  49. Tomar sol ao meio dia untada em óleo de cozinha e comprar creme antirrugas e gel para contorno dos olhos.
  50. Ver comédias românticas e melodramas no dia seguinte de cortar relações com o amor de sua vida.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

1° Emprego

- Vai tomar no cu!

- Sim senhor, mas o senhor poderia estar comprando um de nossos produtos.


- Vai tomar no cu!


- Sim senhor, eu gostaria de estar falando sobre a nova dieta que as pessoas estão aderindo.

- Vai tomar no cu! – insiste, desligando o telefone.

Mais tarde diz o patrão:

- Você não atingiu a meta de "vai tomar no cu" do mês, infelizmente tenho de estar despedindo você.

Quantas vezes você já não foi "abordado" por um atendente de telemarketing? Quase sempre as pessoas nem escutam o que a pessoa do outro lado da linha está dizendo, apenas ficam concordando até terem a oportunidade de falar o "vai toma no cu" do dia

Pois é, a mentalidade que reina é:

"Estou ocupado e não importa que você também esteja trabalhando e que você ganhe muito menos do que eu, não ligo para você e não estou disposto a te ajudar, na verdade, nem te considero um ser humano".

O telemarketing é o exemplo mais caricato disso. Na realidade, esse é o reflexo do cenário de exclusão e intolerância que vivemos. Alguém já parou para pensar que tipo de problemas a pessoa que "gostaria de estar vendendo" um produto para você passa?  Que se o motoboy da buzininha chata não costurar o trânsito para chegar ao seu destino ele será demitido sumariamente? Claro que há casos e casos, mas está mais do que na hora de pararmos de generalizar negativamente – "essa raça de motoqueiros não presta" "esses caras do telemarketing só sabem encher o saco".

Essa raça, esses caras, muitas vezes pegam duas conduções para ir e duas para voltar do trabalho, são centopéias que ficam horas em fila, são xingados o dia inteiro por tudo e todos. A troco de quê? A sobrevivência pura e simples. E olha que estão apenas entrando no mercado de trabalho. Enquanto isso vemos pessoas reclamando dos estágios com salário de R$1000, mais plano de saúde, vale-refeição etc.

Li no Blog da tia Dag da Associação Casa do Zezinho...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Justificativas e uma dica

Há algum tempo que eu não apareço por aqui... É a total falta de tempo:

1. Correria de final de ano e fechamento de semestre na faculdade (já tô de rec em 3 matérias!)
2. Estou sem net no trampo, aliás estou sem PC!!!
3. O namoro consome o meu tempo livre (hehehe)
4. Tô procurando um novo emprego (alguém me dá?)

São desculpas esfarrapadas? Talvez, mas quem nunca inventou uma desculpa que atire a primeira pedra! Todos somos mentirosos... Podemos não inventar algo totalmente inacreditável, mas sempre que necessário utilizamos nossa criatividade a nosso favor (ou a favor de alguém que nos tenha solicitado...).


Aliás, li um livro ano passado que falava um pouco sobre isso. O nome é 'Ei, professor' de Frank McCourt, ganhou o prêmio Pulitzer. É a auto-biografia de um professor... Ele relata sua experiência em uma escola pública de periferia, em certo momento ele cita os 'bilhetes de desculpas', recados 'dos pais' de seus alunos, justificando a ausência ou a não entrega de algum trabalho.


Quem nunca falsificou a assinatura de seu pai ou mãe, ou inventou uma história para não entregar um trabalho? Pois então, esses alunos também o faziam. E McCourt dizia que, de longe, percebia quando um recado era falso... As histórias mirabolantes que os alunos inventavam...

Qual foi a saída de McCourt? Denunciar seus alunos? Não, ele não podia trair os seus alunos, os pais (alguns, muitos) eram trogloditas demais...

Frank McCourt teve uma grande idéia: solicitou aos seus alunos quem escrevessem bilhetes de desculpas para um trabalho... E adivinha?


Sucesso total e absoluto...




Boa leitura!