quinta-feira, 15 de outubro de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Simplesmente fantástico!!!
Assunto: Prova de Química - Exercício da Lógica !!!
PROVA DE QUíMICA- EXERCíCIO DA LÓGICA - Engenharia Química
Pergunta feita por Professor(a) da matéria Termodinâmica, no curso de engenharia química em sua prova final. Esse Professor é conhecido por fazer perguntas do tipo "Por que os aviões voam?" em suas provas finais. Sua única questão, nessa prova, foi: "O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta."
Vários alunos justificaram suas opiniões baseadas na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma.
Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:
"Primeiramente, postulemos que o inferno exista e que esse é o lugar para onde vão algumas almas. Agora postulamos que as almas existem, assim elas devem ter alguma massa e ocupam algum volume. Então um conjunto de almas também tem massa e também ocupa um certo volume.
Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa elas estão se movendo para dentro do inferno? Podemos assumir seguramente que,uma vez que uma alma entra no inferno, ela nunca mais sai de lá. Por isso não há almas saindo. Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo e no que pregam algumas delas hoje em dia.
Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para o inferno... se você descumprir algum dos 10 mandamentos ou se desagradar a Deus você vai para o inferno. Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno. A experiência mostra que pouca gente respeita os 10 mandamentos.
Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume no inferno.
A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante. Existem, então, duas opções:
1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até explodir; ele portanto é EXOTÉRMICO.
2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele, portanto ENDOTÉRMICO.
Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da universidade me disse, no primeiro ano: "Só irei pra cama com você no dia que o inferno congelar", e levando-se em conta que AINDA NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações amorosas com ela, então a opção 2 não é verdadeira. Por isso, o inferno é exotérmico."
O aluno tirou 10 na prova.
CONCLUSÕES:
"A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original." Albert Einstein
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Não vou me adaptar
Arnaldo Antunes e Nando Reis
Eu não encho mais a casa de alegria.
Os anos se passaram enquanto eu dormia,
E quem eu queria bem me esquecia.
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar.
Eu não tenho mais a cara que eu tinha,
No espelho essa cara náo é minha.
Mas é que quando eu me toquei, achei tão estranho,
A minha barba estava desse tamanho.
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar.
Me adaptar
Não vou me adaptar
Me adaptar
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar.
Eu não tenho mais a cara que eu tinha,
No espelho essa cara náo é minha.
Mas é que quando eu me toquei, achei tão estranho,
A minha barba estava desse tamanho.
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar.
Me adaptar
Não vou me adaptar
Me adaptar
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Carta do Trema ao U
Hoje, na minha busca por algum local que venda o livro Music, Mind and Education by Prof Keith Swanwick, de preferência em bom (e claro) português... encontrei esse textinho-carta abaixo... Com a finalidade de descontrair esse ambiente, que está um tanto quanto pesado devido à greve (ou guerra?) na USP, segue ele abaixo...
E enquanto issso, eu retorno à minha busca incessante... Boa leitura!
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![]() |
| Fonte: tremanalinguica.wordpress.com |
Querido U - Reginaldo Pujol Filho
Até que enfim consigo te escrever, meu amigo. Demorou porque optei pelo recurso da tradicional e antiqüíssima carta.
Não estava disposto a enfrentar a censura dos corretores ortográficos dos e-mails. Queria sentir mais uma vez o gostinho de me expressar em bom português. Pois aqui estou. E creio que o primeiro a ser dito, daqui da Alemanha, é sobre a vergonha que sinto quando penso no passado.
Calma, amigo U. Passado recente. Não os mais de cinqüenta anos vividos no Brasil. Não seria inconseqüente assim. Refiro-me ao tanto que tremia ao pensar no meu futuro pós-ditadutra. Lembras de como eu mirava com obliqüidade para o amanhã? Lembras, eu dizia que, depois da ditadura ortográfica, só me restaria me associar ao Ponto-final e tentar vaga de reticência.
Cogitei também me virar, tentar ser dois-pontos ou até, no auge da intranqüilidade, emoticon! Vergonhoso. Mas vocês me apoiaram, argüiram que o horizonte era bem melhor. Recordo-me, lá na festa de despedida organizada por ti, U. Todos me incentivando.
O Til, naquele humor típico de tiozão, a dizer "Mas os caras amam lingüiça, lá tu vai cair no gosto deles!" E não é que estavam mesmo todos certos? Tranqüilize todos! Até mesmo a boa e velha Exclamação, por favor, tranqüilize-a. Conte aí que, desde que desci sobre Düsseldorf, meu camarada, me sinto recebido de dicionários, ou melhor, wörterbuch abertos.
Nenhum problema com imigração, xenofobia, preconceito, o que for. Os alemães me a-do-ram. Sinto na atmosphäre do país que todos me querem. Fazem questão da minha presença. Não há fräulein que saia de casa sem mim. Tem apfelstrüdel pra lá, küchen pra cá, chopp e prösit a toda hora, só vendo, U. Claro, não vou negar o passado.
Minha insistência em permanecer no Brasil, apesar dos medos e inseguranças que a população tinha ao meu respeito. Sim, amava viver por aí. Mas me comove ver aqui crianças que me adotam desde pequeninas. Sabe quando você vê uma criancinha brincando com um cachorro grandão, de botar medo em muito barbado? Esse são os alemãezinhos, U!
Mal aprendem a escrever, já me botam nos cadernos. Aqui não sou bicho papão. Confesso até às vezes estranhar essa minha ubiqüidade! Esse estar por todos os lados. Nunca trabalhei tanto na vida, nunca fui tão lembrado, rapaz. Os alemães não se dirigem a um outro europäer sem me levar junto.
Estou muito fröhlich – que, se você não sabe, é como eles falam alegre. Isso é que é primeiro mundo, meu velho. Tenho pensado até em escrever para a Crase e o Ponto-e-vírgula. Sei dos seus medos de serem exilados como eu em uma nova "reforma" aí no Brasil. Pois não esperem, venham logo tentar a vida por esses lados na Europa (dizem que a França tem muito mercado para a Crase, sabia?).
Escreverei com certeza.
Não mentirei nem a eles, nem a você, meu amigo, que a saudade, em certas horas, bate forte. Mas aí lembro do tratamento digno de um eqüino que me dispensaram aí, reparo na recepção dispensada a mim por aqui, e eis que digo: estou e sou feliz. Precisa ver o suporte que me deram. Diversas letras me levando nas costas para cima e para baixo, como só tu fazias por mim. Tratamento top. Ou melhor, über!
Veja nas fotos, já me levaram para München, Lübeck, Münster e tantos outros lugares. Até para Dänemark já me carregaram. Te mete! Para quem não tinha acesso a uma capital do Brasil, hein? Me sinto quase uma autorität por essas terras. Mas, por favor, não pense que me esqueço de tudo o que vivemos. Nunca cometeria esta iniqüidade!
Como esquecer da despedida que vocês prepararam? Que festa! A e Agá juntos botando som? Depois o I mais o E, mais o Agudo. Aí foi a vez do Ó junto com o Agá! Que belos DJs! Até tu, junto com o incansável Agá, botaste a turma a fazer Uhu! Inesquecível, amigo. Teve até aquele momento em que os irmãos Parênteses pediram uma pausa para o discurso ensaiado com o Travessão! Se não estivesse apoiado em ti, juro que eu teria caído antes da hora.
Saudade, se houvesse em alemão, certamente eu ajudaria a escrever.
E até por isso comemoro tanta agitação, tanto convite nos lados de cá. Assim fico ativo, me sinto vivo, não fico a recordar e toco o barco, vou em frente por que atrás vem gente. Por falar nisso, muita gente. Inclusive, tenho que me despedir para ir até a universität (sim, amigo, aqui a academia faz questão da minha presença).
Aguardo notícias tuas.
E avise aí. O Trema não caiu!
Auf wiedersehen
Saudade, küssen e abraços do seu, acima de tudo, amigo.
Trema
Greve na USP...
Carta da professora Graça aos alunos do curso
Caros alunos
Escrevo essa breve carta no sentido de manifestar minha posição a respeito dos últimos acontecimentos no interior do movimento de greve na USP.
Considero importante assinalar que ainda que haja reivindicações e pautas distintas entre os três setores ativos da universidade – alunos, funcionários e professores – é necessário apontar um aspecto que agora une todos nós. Trata-se da urgência da retomada das discussões a partir do entendimento sério, democrático e respeitoso do diálogo.
Neste sentido, a permanência das forças policiais no campus da USP deve ser repudiada, pois greve não é caso de polícia nem baderna. É um direito de todos enquanto trabalhadores e cidadãos. Sabemos que outros mecanismos e estratégias de negociação baseados nos direitos e deveres entre os interessados devem ser usados. Uma negociação com uma arma em nossa mira não seria democrático.
Vários relatos confirmam que muitos de nossos conhecidos foram agredidos, mesmo que um grupo de professores, alunos e funcionários tenha se esforçado no sentido de pedir calma e menos truculência aos policiais no dia 09 de junho.
São lamentáveis estes episódios em que a força e o poder das idéias trabalham contra o esclarecimento e alimentem o desconhecimento de um trabalho ardiloso de por fim ao direito de negociação. Os tempos estão mudando e nem no interior da universidade estamos conseguindo abrir espaço para discussão. Seria o fim da universidade pública, autônoma e de excelência acadêmica? Creio, com pesar, que mais do que uma pergunta de retórica esta pode ser uma hipótese que vem se confirmando com um conjunto de projetos e decisões tomadas por apenas um grupo reduzido de dirigentes que interferem na nossa prática docente e discente. Por exemplo, a carreira docente e a UNIVESP para a profissionalização de professores para a educação básica.
Vemos, simultaneamente, um desgaste, uma descrença nos movimentos coletivos, um grande desconhecimento dos motivos da insatisfação entre nós, informações desencontradas e toda sorte de problemas ao se construir um espaço democrático.
Posto isto, na tentativa de colaborar com o diálogo bem como uma alternativa a mais de circulação de idéias, proponho fazer deste espaço – nosso blog - um veículo de trocas de notícias sobre os acontecimentos, a fim de estabelecer debates entre nós e a comunidade fora da USP.
Não abdiquemos de explicar aos nossos familiares os motivos que nos levam a esta paralisação. Mandem e-mails contanto fatos ou enviando fotos que estimulem a franca posição para a negociação.
Bom, trabalho para todos.
Graça (Profª Dra. Maria da Graça Jacintho Setton)
15 de junho de 2009
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