quarta-feira, 26 de novembro de 2008

1° Emprego

- Vai tomar no cu!

- Sim senhor, mas o senhor poderia estar comprando um de nossos produtos.


- Vai tomar no cu!


- Sim senhor, eu gostaria de estar falando sobre a nova dieta que as pessoas estão aderindo.

- Vai tomar no cu! – insiste, desligando o telefone.

Mais tarde diz o patrão:

- Você não atingiu a meta de "vai tomar no cu" do mês, infelizmente tenho de estar despedindo você.

Quantas vezes você já não foi "abordado" por um atendente de telemarketing? Quase sempre as pessoas nem escutam o que a pessoa do outro lado da linha está dizendo, apenas ficam concordando até terem a oportunidade de falar o "vai toma no cu" do dia

Pois é, a mentalidade que reina é:

"Estou ocupado e não importa que você também esteja trabalhando e que você ganhe muito menos do que eu, não ligo para você e não estou disposto a te ajudar, na verdade, nem te considero um ser humano".

O telemarketing é o exemplo mais caricato disso. Na realidade, esse é o reflexo do cenário de exclusão e intolerância que vivemos. Alguém já parou para pensar que tipo de problemas a pessoa que "gostaria de estar vendendo" um produto para você passa?  Que se o motoboy da buzininha chata não costurar o trânsito para chegar ao seu destino ele será demitido sumariamente? Claro que há casos e casos, mas está mais do que na hora de pararmos de generalizar negativamente – "essa raça de motoqueiros não presta" "esses caras do telemarketing só sabem encher o saco".

Essa raça, esses caras, muitas vezes pegam duas conduções para ir e duas para voltar do trabalho, são centopéias que ficam horas em fila, são xingados o dia inteiro por tudo e todos. A troco de quê? A sobrevivência pura e simples. E olha que estão apenas entrando no mercado de trabalho. Enquanto isso vemos pessoas reclamando dos estágios com salário de R$1000, mais plano de saúde, vale-refeição etc.

Li no Blog da tia Dag da Associação Casa do Zezinho...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Justificativas e uma dica

Há algum tempo que eu não apareço por aqui... É a total falta de tempo:

1. Correria de final de ano e fechamento de semestre na faculdade (já tô de rec em 3 matérias!)
2. Estou sem net no trampo, aliás estou sem PC!!!
3. O namoro consome o meu tempo livre (hehehe)
4. Tô procurando um novo emprego (alguém me dá?)

São desculpas esfarrapadas? Talvez, mas quem nunca inventou uma desculpa que atire a primeira pedra! Todos somos mentirosos... Podemos não inventar algo totalmente inacreditável, mas sempre que necessário utilizamos nossa criatividade a nosso favor (ou a favor de alguém que nos tenha solicitado...).


Aliás, li um livro ano passado que falava um pouco sobre isso. O nome é 'Ei, professor' de Frank McCourt, ganhou o prêmio Pulitzer. É a auto-biografia de um professor... Ele relata sua experiência em uma escola pública de periferia, em certo momento ele cita os 'bilhetes de desculpas', recados 'dos pais' de seus alunos, justificando a ausência ou a não entrega de algum trabalho.


Quem nunca falsificou a assinatura de seu pai ou mãe, ou inventou uma história para não entregar um trabalho? Pois então, esses alunos também o faziam. E McCourt dizia que, de longe, percebia quando um recado era falso... As histórias mirabolantes que os alunos inventavam...

Qual foi a saída de McCourt? Denunciar seus alunos? Não, ele não podia trair os seus alunos, os pais (alguns, muitos) eram trogloditas demais...

Frank McCourt teve uma grande idéia: solicitou aos seus alunos quem escrevessem bilhetes de desculpas para um trabalho... E adivinha?


Sucesso total e absoluto...




Boa leitura!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Calvin & MariAntônia



Essa foi só pra descontrair... Isso acontece muito comigo! Até no celular. Minha amiga liga nele e pergunta "Paulinha o Alex tá aí?"


Boa noite... estou bem! Mas só na vida corrida!!! E ainda sem net durante o dia... Espero que essa semana volte... (por favor, VIVO!!!)

Vamos lá... Sábado fui no MariAntonia, um Centro Universitário da USP, localizado na Rua Maria Antonia (Travessa da Consolação)... e simplesmente me apaixonei pelo lugar, pela história, por ser A Memória do movimento estudantil e da luta pela democracia! (o suficiente pra mim, 'socialista' que sou me apaixonar!!!)













Mas não só por isso... amo artes. E poder estar ali deu uma reacendida na chama pela educação... Uma vontade louca de ser professora, de começar a lecionar logo, ou pelo menos monitorar uma exposição.

É o Centro Universitário Maria Antônia é um centro com exposições e oficinas de arte... O espaço é muito lindo, da hora mesmo, vale a pena dar um pulo por lá!

Deixo ai abaixo um dos (inúmeros!) projetos do Setor Educativo do MariAntônia, a obra CARNE... sim! É um ônibus vermelho com o letreiro escrito "Carne" que perambulou pelo Estado de São Paulo (mas sem passageiros), visitando escolas públicas e deixando-se ser visitado pela comunidade em geral...

 


CARNE, de Carmela Gross, é a obra inaugural do projeto Arte Passageira, iniciativa do Setor Educativo do Centro Universitário Maria Antonia, que consiste em ceder a um artista convidado um antigo ônibus circular da Cidade Universitária, do qual o artista se apropria como quiser. Feito isso, o ônibus-obra será conduzido a escolas da cidade, levando consigo educadores do MariAntonia. Esta obra de Carmela compartilha com a escola um mesmo procedimento: o cortar-colar. Ele faz parte do repertório gestual da escola e aparece na obra como elemento construtivo, como base de toda mutação do ônibus em CARNE. Tecido, vinil adesivo e papel em tons de vermelho cobrem toda a superfície, interna e externa, daquilo que agora, além de ônibus, é suporte, obra e veículo. Carmela produz um amálgama de sentidos numa curiosa elaboração da superfície: cobre sem ocultar, revela ao encobrir. Visto do interior do ônibus, o mundo todo é vermelho. Vermelho gritante de dor, excitação, perigo, sangue. Vermelho da sensualidade, paixão, calor. A polissemia atua também no título da obra: CARNE, massa indistinta, gado, sacrifício, o que presta para ser macerado, o que se destina à lâmina. Que imenso carnívoro será alimentado? Recordo-me das crianças no moedor de carne em um clipe do Pink Floyd, da canção A Carne, na voz de Elza Soares, dos operários da indústria de carne enlatada em A Santa Joana de Brecht. Mas carne é também músculo, força, luta, golpe, impulso, união. É carnal todo movimento nosso, toda mudança começa na carne. Carregado de tensões, este primeiro ônibus-obra do projeto Arte Passageira vai longe.
Priscila Sacchettin

É isso... Beijos! Até!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Mulheres contra TPM

Recebi este texto de uma amiga! Amei!

Para fins de direito feminino, venho reinvindicar e lutar para que as mulheres sejam desobrigadas a trabalhar nos dias de mestruação.

Por motivos causados pela TPM (Tensão Pré Menstrual), que causam transtorno aos demais funcionários e a si mesma, obrigando os colegas suportarem seu mal estar, sua sensibilidade. Um mulher de TPM não está em condições emocionais de ouvir um simples "NÃO" dos clientes ou prestadores de serviço, quanto mais do empregador.

Juntas conquistaremos nosso direito.

ASSOSSIAÇÃO DAS MULHERES TRABALHANDO CONTRA TPM

www.mulher30.com.br

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Apenas um teste


Bom como eu preciso postar algo para testar o Blog Send (postar via e-mail) ai vai...

Vejamos se acho algo para falar... Prometi dizer sobre inúmeras coisas no último post... Vou falar sobre o Plurk...

Fui agora pegar uma imagem mas não sei comofas para publicar fotos via Blog Send... será que é só anexar arquivo? Espero que sim...

Bom voltando ao assunto... O Plurk entrou na minha vida por convite do Tarcísio do Dança, Pensamento e Cultura... De princípio eu não quis entrar, pensei "Ah, que besteira é essa... Eu não tenho tempo pra essas coisas..." Mas ai o que aconteceu? Decidi entrar num dia que não tinha nada pra fazer e com o interesse em manter o Blog mais atualizado, já que dá pra colocar um Widget no blog... e mantê-lo atualizado...

Ok! Mas o que é mesmo o Plurk? É um microblog... Uma mistura de MSN com Orkut. Um passo a frente do Twitter (ou não, depende do ponto de vista... afinal todo ponto de vista é a vista de um ponto). Segundo o Sucinto é uma Revolução em Microblogging... E lá você pode encontrar um Tutorial que explica passo a passo como utilizar essa nova febre (???) da internet...

Com alguns atrativos como Karma (que aumenta conforme sua assiduidade no plurk) e poder seguir o que as pessoas falam, pensam e fazem... E com a possibilidade de responder a tudo isso! De poder compartilhar vídeos, fotos e etc... É uma boa pedida para quem quer fazer novos amigos... Ou para alguém que (atualmente pelo menos) está trabalhando sozinha e se sentindo muuuuuiiiito solitária...

Ou seja: estou viciada! Ao ponto de usar o asterísco (*) para criar *itálico* ou **negrito**...rs

Meu perfil? E só clicar aqui. Visite-me e torne-se um amigo...

*E quanto a gente paga pelos sonhos que deixou?*

domingo, 28 de setembro de 2008

Revivendo

Monet - Soleil Levant
Bom.. faz muito tempo (muito mesmo)!!! Que eu não passo por aqui... Mas é a correria da vida! E quando eu tenho grandes inspirações sou obrigada a ficar calada, no meu canto porque preciso dormir, estou no meio de uma aula, ou então numa reunião muito importante com o chefe!

É o que eu costumo de chamar de *Enquanto isso no lustre do castelo*... lembra do Castelo Ratimbum, das fadinhas do lustre... o tico e o teco aqui insistem em produzir justo quando não podem!!! Mas pelo menos produzem!

Quero poder voltar a falar mais aqui... Tenho muitos assuntos, vejam, esperem anciosos:

* Raul fora da lei
* Namo
* Novo visu³: agora com franja e vermelhooo!

Além de muitas outras coisas... aquelas idéias e confusões existentes numa mente de uma menina-mulher... de FRASES, sempre frases...

Ah.. estou lendo a biografia de Monet... e estou cada vez mais apaixonada por este cara!!!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

'Enquanto isso no Lustre do Castelo'

A cena é: Faculdade de Educação (USP), sala 5 , aula de POEB II [Política e Organização de Educação Básica II] com a profª Drª Rosângela Gavioli Pietro, durante a discussão, entre outras, de quem é o dever de assegurar e garantir os direitos das crianças e adolescentes... E a polêmica que surgiu foi o "Criança Esperança", com citação de uma tal carta aberta a Renato Aração que circula pela net. E o discurso "Eu já pago meus impostos"...

*** enquanto isso no lustre do castelo ***

Enquanto a gente continuar a utilizar o discurso de "Eu já pago meus impostos, não preciso ajudar em mais ações sociais" o nosso país nunca vai pra frente! Continuaremos estacionados no mesmo patamar!

Não é uma defesa do Criança Esperança. Mas sim um apelo a que façamos algo. Não adianta esperar que tudo é responsabilidade do Estado (governo). Aliás este é um pensamente anticonstitucional! (Vpcê já leu a Constituição Federal? Deveria...) A CF/88 nos diz que as instituições responsáveis pela garantia dos direitos são estas: FAMÍLIA, ESTADO e SOCIEDADE! E que as três se completam, são completares.

Opa! Então vamos lá... Eu sou família e também sou sociedade (afinal pago meus impostos!) Logo EU ME TORNO RESPONSÁVEL! Lógico que não está tudo em minha mãos (Largaram a bomb aqui, gente! Corre...) e também não significa que eu sou a "Salvadora da Pátria" (ufa!). Mas eu tenho que por a mão na massa!

Perceba que eu escrevi "mão na MASSA" e não "no BOLSO". Ajuda não significa dar dinheiro... A humanidade só está do jeito que está porque tudo a gente acha que vai mexer no bolso... Estamos cada vez mais mesquinhos, muquiranas, mão-de-vacas!

E como achamos (idiotas que somos) que TEMPO É DINHEIRO, nós não queremos dar nosso tempo para aqueles que precisam... E somo capazer de olhar quem necessita e (perdoem-me a expressão) 'ligar o f***-**" e continuar a viver nossa vidinha medíocre (que pesadelo!)

Tudo bem "cada um no seu quadrado". Mas pode ser que um dia quem precise seja você (ou alguém muito próximo e querido)... e eu desejo que quem possa ajudar pense diferente!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Só a Bailarina que não tem...




♪ Un, deux ♪
♪ S'il vous plait ♪
♪ Montrez ma chérie ♪
♪ Que vous savez danser ♪

(Lição de Baião - Adriana Partimpim)

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Este post é pra falar da minha [vasta?] experiência em teatro infantil, e para falar que a última foi M A R A V I L H O S A, E.M.O.C.I.O.N.A.N.T.E. e I_N_S_P_I_R_A_D_O_R_A...

A apresentação foi no Espaço Criança do 5° ComVocação (http://www.comvocacao.com.br/), um evento em beneficente do Seminário Diocesano São José (Osasco - SP). A apresentação foi super legal... bem rápida. E tirando o barulho que havia no local (=/) acho que deu pra aproveitar bastante... Pelo menos foi fonte de inspiração para mim...

O teatro [infantil] conta a história de 4 crianças, vizinhas e amigas. São elas: Tina (eu), Pedro (Felipe), Lucas (Augusto Divino) e Anna (Luana). Elas descobrem através da amizade o amor de Deus... Lembro-me agora de uma frase:

"Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu... Ser seu amigo...já é um pedaço dele.." (desconheço a autoria)

Meu personagem é a Tina, uma garotinha muito divertida, bem feminina, praticamente a líder do grupo. Ela é bem criativa, adora dançar, cantar, brincar... Baseada na música Ciranda da Bailarina, da Adriana Calcanhotto (CD Adriana Partimpim)... Como já disse, é uma peça infantil, um dos meus inúmeros projetos... espero que dê certo!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Strip-Tease

Dita Von Teese


Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.

Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.

Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.

Primeiro tirou a máscara: "Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto".

Então ela desfez-se da arrogância: "Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."

Era o pudor sendo desabotoado: "Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou".

Retirava o medo: "Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei".

Por fim, a última peça caía, deixando-a nua

"Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui".

E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O que eu também não entendo



Letra: Rogério Flausino - Fernanda Mello / Música: Rogério Flausino

Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo

Amar não é ter que ter sempre certeza
É aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém
É poder ser você mesmo e não precisar fingir
É tentar esquecer e não conseguir fugir

Já pensei em te largar, já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém é por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito, mas, com você, eu posso ser
Até eu mesmo, que você vai entender

Posso brincar de descobrir desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis
Posso tirar a sua roupa, posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo, mas com você eu tô tranqüilo

Agora o que vamos fazer eu também não sei
Afinal, será que amar é mesmo tudo
Se isso não é amor, o que mais pode ser
Estou aprendendo também

sábado, 10 de maio de 2008

O que há de inacabado em mim

Por Fabio de Melo

Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina.

Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo,

O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.

Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.

Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.

Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão.

Eu sou inacabado. Preciso continuar.

Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.

domingo, 4 de maio de 2008

de-ci-sões

(ou seria de cisões?!)

Tomar decisões fora do tempo certo (antes ou depois, não importa) estraga coisas preciosas na vida, como os sentimento de alguém, uma bela amizade, uma família, uma vida.

E se, mesmo assim, sabendo as conseqüências possíveis das nossas decisões, nós as tomamos é porque aquilo que estamos pondo em risco NÃO É TÃO IMPORTANTE, NEM PRECIOSO quanto achamos e pintamos para os outros (e para nós mesmos!) querendo provar...

Mas... Aquilo que não é verdade não há como ser provado e comprovado! A verdade não precisa de provas. Nós a sentimos no coração!!!

Desejo profundamente viver e EXPERIMENTAR a verdade em minha vida. Desejo conviver e me relacionar com pessoas verdadeiras e que me amem apesar de minhas fraquezas e limitações e que tomem meu partido! Que antes de me ferir pense ZILHÕES de vezes... Que jamais cogite a possibilidade de me magoar. E quando isso acontecer (é... o mundo e nem ninguém é perfeito), que saiba me consolar e confortar.

Será que é possível?

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Sofrimento S.A.

E quando ser legal, bonita, PERFEITA não é o suficiente? E quando gostar também não é o suficiente? O que fazer...? Parafrasear Fernando, o Pessoa, porque amar não é preciso, viver não é preciso... Apenas navegar é preciso!

Não preciso buscar o sofrimento... Ele já sabe o caminho de casa. Conhece o porteiro e tem a chave do apartamento, do quarto e até do banheiro! E fez questão de acampar na minha sala...

Ah... e ele tem um olfato completamente aguçado... Se ele se distrái (o que raramente acontece) e eu (finalmente!) consigo fugir, ele percebe minha ausência pelo cheiro... E sai a minha caça (como o Wolverine...).

Não adianta fugir, ele me acha! Passo então a não mais lutar contra ele. "Se não pode com ele, junte-se a ele". É isso o que faço! Cada dia basta sua preocupação. E alcançarei a vitória, a coroa dos que lutaram! Hei de viver uma nova vida!

O sofrimento chegou, com sua lousa e giz para me ensinar ver e a viver a vida de um novo jeito, por um novo prisma...E ainda que doa, aprender não é um processo à toa!

Quero ser como a cana de açúcar, que quanto mais e triturada, mais doce exala!

Sol nascendo em Floripa (fev/2012)

Um dia desses

de tanto me perder, de andar sem sono
por essa noite sem nenhum destino
por essa noite escura em que abandono
uns sonhos do meu tempo de menino
de tanto não poder mais ter saudade
de tudo o que já tive e já perdi
dona menina, eu me resolvo agora
a ir-me embora pra bem longe daqui.

um dia desses eu me caso com você
você vai ver ai, ai, você vai ver
um dia desses, de manhã, com padre e pompa
você vai ver como eu me caso com você

meu pobre coração não vale nada
anda perdido, não tem solução
mas se você quiser ser minha namorada
vamos tentar
não custa nada
até pode dar certo
ai ai
e se não der
eu pego um avião, vou pra xangai
e nunca mais eu volto pra te ver.


Letra de Torquato Neto, música de Kassin, voz de Adriana Calcanhotto. Acesse e escute a música: www.adrianacalcanhotto.com.br

quarta-feira, 26 de março de 2008

Dawson's Creek

"Amar nunca foi tão bom
Até você aparecer e me mostrar
Que pra amar só é preciso coração
Que existe sempre um segundo
Depois de cada primeiro..."
Fernanda Melo

Estava atualizando o Orkut quando me deparei com a pergunta: "Primeiro Encontro Ideal", e na hora lembrei de quantas vezes eu vi, no Orkut mesmo, as pessoas escrevendo que o primeiro encontro ideal é aquele que acontece por acaso, etc...


Os meus primeiros encontros sempre aconteceram por acaso. Aliás, essa é uma característica do primeiro encontro... eles simplesmentes acontecem... Ou você vai dizer que planeja quando se encontrará com o seu príncipe encantado? (ainda que ele venha de jegue)... Por isso eu prefiro os segundo encontro, o segundo beijo, o segundo abraço... Ele é mais real, mais consciente...
E pensando nisso me lembro de Dawson's Creek (você curtiu que eu sei!!), lá no final da 1ª temporada, início da 2ª... faz tempo! Dawson e Joey se beijam... o primeiro beijo... Meu! Como eu quis ser a Joey!!!


Não tenho a intenção de ficar falando sobre DC, inclusive porque eu não assisti todas as temporadas... acho que só até a 3ª. Depois fiquei sem TV a cabo, e ai já viu, né? Globo, SBT, Record... Ninguém coloca um seriado inteiro... Dá até raiva... a gente tem que se contentar em assistir pela milésima vez o mesmo episódio - alguém viu o Smallville domingo? Aff...


Vamos ao que interessa... Na cena do beijo da Joey e Dawson, um dos dois (qual???) disse algo como o que acabei de dizer agora. O segundo beijo é sempre melhor que o primeiro...


Fala sério, no primeiro encontro a gente não sabe onde colocar a mão (no bolso, cruza os braços, deixa solto, enrosca no pescoço, abraça... são tantas as possibilidades!). Não sabe o que dizer... Não sabe direito onde ir (cinema, McDonalds, pracinha da esquina, jantar romântico??)... E o que é pior: corre-se o risco de amanhã tudo ter acabado! Da pessoa amada chegar e te dizer: "Desculpa, eu me enganei..."

Agora no segundo, não... Boa parte desses grilos acabam... pelo menos a pessoa amada não disse que havia se enganado... O coração não tá tão descompassado... Já sabe que pode abraçar mesmo... Afinal o segundo encontro é começo de um namoro (espero!), enquanto o primeiro pode ficar só numa ficada!

E viva o Segundo Encontro!