
Essa foi só pra descontrair... Isso acontece muito comigo! Até no celular. Minha amiga liga nele e pergunta "Paulinha o Alex tá aí?"
Boa noite... estou bem! Mas só na vida corrida!!! E ainda sem net durante o dia... Espero que essa semana volte... (por favor, VIVO!!!)
Vamos lá... Sábado fui no MariAntonia, um Centro Universitário da USP, localizado na Rua Maria Antonia (Travessa da Consolação)... e simplesmente me apaixonei pelo lugar, pela história, por ser A Memória do movimento estudantil e da luta pela democracia! (o suficiente pra mim, 'socialista' que sou me apaixonar!!!)

Mas não só por isso... amo artes. E poder estar ali deu uma reacendida na chama pela educação... Uma vontade louca de ser professora, de começar a lecionar logo, ou pelo menos monitorar uma exposição.
É o Centro Universitário Maria Antônia é um centro com exposições e oficinas de arte... O espaço é muito lindo, da hora mesmo, vale a pena dar um pulo por lá!
Deixo ai abaixo um dos (inúmeros!) projetos do Setor Educativo do MariAntônia, a obra CARNE... sim! É um ônibus vermelho com o letreiro escrito "Carne" que perambulou pelo Estado de São Paulo (mas sem passageiros), visitando escolas públicas e deixando-se ser visitado pela comunidade em geral...
CARNE, de Carmela Gross, é a obra inaugural do projeto Arte Passageira, iniciativa do Setor Educativo do Centro Universitário Maria Antonia, que consiste em ceder a um artista convidado um antigo ônibus circular da Cidade Universitária, do qual o artista se apropria como quiser. Feito isso, o ônibus-obra será conduzido a escolas da cidade, levando consigo educadores do MariAntonia. Esta obra de Carmela compartilha com a escola um mesmo procedimento: o cortar-colar. Ele faz parte do repertório gestual da escola e aparece na obra como elemento construtivo, como base de toda mutação do ônibus em CARNE. Tecido, vinil adesivo e papel em tons de vermelho cobrem toda a superfície, interna e externa, daquilo que agora, além de ônibus, é suporte, obra e veículo. Carmela produz um amálgama de sentidos numa curiosa elaboração da superfície: cobre sem ocultar, revela ao encobrir. Visto do interior do ônibus, o mundo todo é vermelho. Vermelho gritante de dor, excitação, perigo, sangue. Vermelho da sensualidade, paixão, calor. A polissemia atua também no título da obra: CARNE, massa indistinta, gado, sacrifício, o que presta para ser macerado, o que se destina à lâmina. Que imenso carnívoro será alimentado? Recordo-me das crianças no moedor de carne em um clipe do Pink Floyd, da canção A Carne, na voz de Elza Soares, dos operários da indústria de carne enlatada em A Santa Joana de Brecht. Mas carne é também músculo, força, luta, golpe, impulso, união. É carnal todo movimento nosso, toda mudança começa na carne. Carregado de tensões, este primeiro ônibus-obra do projeto Arte Passageira vai longe.
Priscila Sacchettin


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