quarta-feira, 29 de abril de 2009

Estação da Luz - 20 anos sem Raul (Virada Cultural)



A 5ª edição da Virada Cultural homenageia um dos maiores ícones do rock nacional: Raul Seixas. Vinte anos após a sua morte, 19 bandas se reunirão na Avenida Cásper Líbero para integrar o Palco Toca Raul, dedicado às composições do artista em seus 20 anos de carreira.

Os músicos envolvidos farão um grande passeio pela carreira de Raul, tocando todos os álbuns na íntegra. O primeiro show começa às 18h do sábado com a banda Os Panteras tocando as músicas do álbum Raulzito e os Panteras, de 1968. A última atração acontece às 18h do domingo com Marcelo Nova & Os Panteras interpretando o último álbum de Raul, A Panela do Diabo.

Endereço: Estação da Luz.

Dia 2 

18h15 - Raulzito e os Panteras (1968) – Os Panteras
Sinopse: Antes de chegarem a um estúdio no Rio de Janeiro para gravarem seu primeiro disco, Raulzito e Os Panteras (na época, The Panthers) eram a melhor banda de rock de Salvador e acompanhavam quase todos os artistas da Jovem Guarda que se apresentavam na cidade, como Roberto Carlos e Jerry Adriani. E foi justamente Jerry Adriani quem os convidou a tentarem a sorte no Rio. Mas nada foi muito fácil para os roqueiros baianos. Após muito camelarem pela Cidade Maravilhosa, acabaram conseguindo gravar seu primeiro LP: Raulzito e Os Panteras, primeiro disco de Raul, o único gravado com Os Panteras. Era um disco um tanto romântico e nas palavras do guitarrista Eládio, "talvez não tenha sido o disco que o grupo imaginara". Enquanto os baianos recém chegados ao Rio pensavam em liberdade, mudança de comportamento e qualidade musical, a gravadora só pensava em faturar. Eles poderiam gravar o que quisessem, desde que fosse comercial. Sua capa, visivelmente influenciada pelos Beatles, dá o tom de suas composições. Dedilhados românticos, tons de psicodelismo e uma ousada versão de Lucy In The Sky With Diamonds, que saiu Você ainda pode sonhar, ainda não mostram o Raul que todos conhecemos. Porém nas faixas Me deixa em paz, Trem 103 e Dorminhoco, já se podia notar o que estava por vir.

19h30 - Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock (1973) – Gaspa e Os Alquimistas
Sinopse: Esse LP de 1973, pensado por Raul e Nelson Motta, traz recriações modernas do rock nacional e internacional dos anos 50 e 60 como Rock Around The Clock, Tutti Frutti e O bom, É Proibido Fumar, Vem Quente Que Eu Estou Fervendo. O LP é creditado à banda fantasma Rock Generation, mas foi gravado pelo músicos que acompanhavam Raul na época (Gay Vaquer, guitarrista; Paulo César Barros, baixista; Luiz Paulo Simas, tecladista). O LP foi relançado em 1975 com o título 20 Anos de Rock e dez anos mais tarde como 30 Anos de Rock.

20h45 - Vida e Obra de Johnny McCartney (1971) – Leno Azevedo e Envergadura Moral
Sinopse: Depois da pouca repercussão de seu disco de estréia, Raul voltou a Salvador. Mas a estadia em sua cidade natal foi rápida. Aproveitando seu vasto conhecimento musical, o diretor da CBS convida Raul para ser produtor fonográfico. Nessa condição Raul trabalha na gravação do LP Vida e Obra de Johnny McCartney, de seu amigo Leno Azevedo. O disco é um ousado projeto que teve cinco de suas doze músicas censuradas.

22h00 - Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 (1971) – Edy Star
Sinopse: Ainda como produtor musical, Raul juntou um turma alucinada e pronta pra botar pra quebrar de verdade. Com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star, Raul Seixas grava Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez. Um disco sem precedentes: anárquico e genial, debochado e sarcástico, o LP mostra um Raul decidido a abalar as estruturas do que até então era ditado como comportamento geral. Sociedade tem influências de Frank Zappa e traz, faixa após faixa, uma mistura porreta de frevo, calipso, samba, rock e até bolero. O resultado foi que, embora o disco tivesse sido retirado rapidamente do mercado, acabou influenciando bandas inteligentes, ácidas e satíricas que surgiriam anos mais tarde, como Língua Trapo e Joelho de Porco (ambas se apresentarão na Virada Cultural 2009. Confira a programação).

23h15 - Krig-Ha, Bandolo! (1973) – Nasi
Sinopse: 1973. Ano em que Secos e Molhados e Luiz Melodia lançaram seus LPs de estréia, Raul sai com Kring-há, Bandolo!, um álbum repleto de grandes sucessos como Mosca na Sopa, Al Capone, Rockixe e Ouro de Tolo. É o primeiro álbum solo de Raul, o primeiro a trazer suas parcerias com Marcelo Coelho. A parceria rendeu, além de um enigmático disco, apresentações teatrais e a divulgação do manifesto da Sociedade Alternativa, feita com a distribuição de gibis, criados por ele e Paulo Coelho, na porta de seus shows em São Paulo. Isso, em plena ditadura militar. Mas os milicos não deixaram barato: recolheram todos os exemplares da revista por serem considerados "material subversivo", prenderam e torturaram Raul, que, enquanto suas músicas eram tocadas em milhares de vitrolas em todo o país, foi obrigado a se exilar nos EUA. Lá, ao lado de Paulo Coelho, conheceu alguns de seus ídolos como John Lennon e Jerry Lee Lewis. 

Dia 03

00h30 - Gita (1974) – Cesar Di
Sinopse: Disco de Ouro (600 mil cópias vendidas) e com direito a clipe no Fantástico, Gita levou definitivamente Raul ao sucesso. Recém chegado do exílio, Raul posa para a foto da capa vestido de guerrilheiro com uma guitarra vermelha, numa evidente provocação ao sistema que anos atrás o forçara a viver nos EUA. Provocações que se repetem pelas faixas do disco. Acompanhado de Paulo Coelho, Raul grava um LP que traz um clássico atrás do outro: Gita (inspirada num livro sagrado indiano com mais de 6000 anos, o Bhagavad-Gita), Super Heróis, As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor, Sociedade Alternativa, Medo da Chuva e Trem das Sete. É nesse disco que o mito Raul Seixas começava a ser definido por suas palavras: "faça o que tu queres pois é tudo da lei". Em meio à concepção de Gita, Raul Seixas e Paulo Coelho foram convidados para gravar a trilha sonora da novela global O Rebu. O que soava como um convite surreal, transformou-se em mais uma série de excelentes composições da dupla. Disco jamais relançado, O Rebu traz Como Vovó Já Dizia (com coro dos Golden Boys), Se o Rádio Não Toca além das baladas Água Viva e Planos de Papel (gravada pela então iniciante Alcione).

01h45 - Novo Aeon (1975) – Caverna Guitar Band
Sinopse: Depois da infeliz separação de Edith, sua primeira esposa, Raul ganha nova vida casando-se com Glória Vaquer, irmã de seu guitarrista Gay Vaquer. Novo Aeon (novo tempo) nasce em meio este momento. Ao longo de suas faixas, Raul canta o direito de só se fazer o que tiver vontade, o desejo de só ter tentação no caminho, o repúdio "à monogamia escravizante", a obrigação em ser livre, a fé em Deus e a paranóia de que Ele, a tudo vê. Canções como Eu Sou Egoísta, A Maçã, Rock do Diabo, Tente Outra Vez, Para Nóia, Tu És o MDC da Minha Vida e É fim de Mês fazem de Novo Aeon um dos melhores discos de Raul.

03h00 - Há dez mil anos atrás (1976) – Macarrão e banda NDA
Sinopse: Batendo de frente contra as aspirações do mercado, Raul segue seu caminho embebido em litros e litros de álcool. Lança Há Dez Mil Anos Atrás, um disco recheado de canções tristes. Porém, em meio o clima depressivo de O Homem, Meu Amigo Pedro e Cantiga de Ninar, ainda há espaço para um Raul divertido, bem humorado e contestador, como nas faixas Os Números e Eu Também Vou Reclamar, além do sucesso que dá nome ao disco, Há Dez Mil Anos Atrás. O álbum ainda marca duas despedidas: ele seria o derradeiro disco autoral lançado pela Philips e um dos últimos de sua constante parceria com Paulo Coelho.

04h15 - Raul Rock Seixas (1977) – Alex Valenzi e The Hideaway Cats
Sinopse: Enquanto O Dia Em Que A Terra Parou chegava às lojas de disco, a Philips, sua antiga gravadora, soltava um disco de Raul que haviam guardado na gaveta: Raul Rock Seixas. Com interpretações de mitos como Chucky Berry, Paul Anka, Gene Vincent e Little Richards, o disco tem a mesma fórmula de Os 24 Maiores Sucessos Da História do Rock. No final do LP, há uma surpreendente junção de Asa Branca com Blue Moon of Kentucky. Coisas de Raul.

05h30 - O dia em que a terra parou (1977) – Banda Krig- Ha Bandolo!
Sinopse: Um dos raros LP de Raul feito com um único parceiro, Cláudio Roberto, O Dia em que a Terra Parou também é sua estréia na nova gravadora, a então recém fundada WEA. O disco traz um dos maiores sucessos de Raul Seixas: Maluco Beleza. Mas nem de longe esta é a melhor música do disco: No Fundo do Quintal Da Escola, Tapanacara (com a banda Black Rio), Eu Quero Mesmo (música escrita por Raul para Odair José), Sapato 36, Que Luz É Essa (com Gilberto Gil no violão) além da canção que dá nome ao álbum, compõem um disco de utopias e renovações, apresentando um Raul Seixas de terno e de barba e cabelos cortados. 

06h45 - Mata Virgem (1978) – Raiz Quadrada
Sinopse: Em 1978, Raul Seixas foi a uma fazenda na Bahia para se curar de uma pancreatite que o álcool lhe deixara de herança, moléstia que lhe acompanharia por muitos e muitos anos, a sua morte. Voltou com uma nova companheira, Tânia Menna (que compôs com ele Mata Virgem e Pagando Brabo), e retomou a parceria, mesmo que rapidamente, com um antigo aliado, Paulo Coelho. No disco, Freud explica as coisas, anda-se pra frente olhando para os lados, o tempo parece parar, Judas e Conde Drácula dão o ar da graça e o fim do mundo está previsto, como em qualquer profecia. 

08h00 - Por quem os sinos dobram (1979) – Mou e Tábula Rasa
Sinopse: Raul vivia mais uma época conturbada de sua vida: seu segundo casamento chegou ao fim e um homem foi assassinado dentro de seu apartamento em Copacabana. Raul virou assunto das páginas policiais. Mas nem tudo é tristeza: nesse período, Raul conheceu sua futura esposa, Kika. Foi nesse turbilhão de sentimentos que saiu Por Quem os Sinos Dobram, álbum cujo título foi inspirado no filme homônimo, uma versão do livro de Hemingway. O disco traz um Raul com arrependimentos e em busca da paz consigo mesmo, mesclados a momentos de otimismo e bom humor. Estão nesse LP alguns clássicos da sua obra, como Segredo do Universo, o reggae Ide a Mim Dada e Por Quem os Sinos Dobram.

09h15 - Abre-te Sésamo (1980) – Velhas Virgens
Sinopse: Os anos 80, abrem suas portas para Raul viver seus últimos anos. No início da década, tem sua terceira filha a primeira com Kika e lança Abre-te Sésamo, um dos melhores discos de sua carreira é considerado o renascimento de Raul. Disposto a dar a volta por cima e acabar com antigos fantasmas, Raul continua o mesmo criador inveterado que viaja entre inúmeros ritmos, sem culpa ou preconceitos. Tem rock, tem moda de viola, tem baião, tem batuque, tem forró, tem country, tem música censurada (Rock das Aranhas). E tem Ângela, uma bela canção que Raul escreveu para sua mulher Kika Seixas (com arranjos do então novato Celso Blues Boy). Para promover o LP, Raul caprichou: passou uma tarde inteira andando de jegue pelas movimentadas ruas de São Paulo e depois, foi ao Cassino do Chacrinha, extinto programa da Rede Globo, carregado por halterofilistas. É nessa época que é fundado o Raul Rock Seixas, o primeiro fã-clube de Raul Seixas, fundado por seu amigo Sylvio Passos. Hoje, o Raul Rock Seixas tem milhares de associados.

10h30 - Raul Seixas (1983) – Darlan Moreira
Sinopse: Mais uma vez vítima da pancreatite, Raul lança um disco homônimo que traz um novo clássico, não do rock nacional, mas do cancioneiro infantil: Carimbador Maluco, música criado para o programa Plunct Plact Zum, da Rede Globo. Além de Carimbador Maluco, o álbum traz uma faixa na qual Raul divide os vocais com Wanderléia ("Quero Mais"), faz uma versão para Bop a Lena, de Gene Vincent (Babilina). O disco gera outro, Raul Seixas Ao Vivo, único registro de sua boa fase nos palcos. O LP Raul Seixas ainda traz uma gravação ao vivo de So Glad You're Mine, de Arthur Crudup, ídolo de Elvis Presley, que foi ídolo de Raul. Raul gostava de beber na fonte. Mesmo.

11h45 - Metrô Linha 743 (1984) – Raul Seixas Band
Sinopse: Com o sucesso de Carimbador Maluco, Raul descolou um contrato com a Som Livre, gravadora da Globo e soltou Metrô Linha 743. O disco é feito praticamente sem guitarra, com muito violão, numa época em que o rock nacional explodia e o Brasil vivia as vésperas do primeiro Rock In Rio. No álbum estão releituras de Trem das Sete e Eu Sou Egoísta. O disco também teve uma faixa censurada, Mamãe Eu Não Queria, balada que questiona e deixa bem clara sua posição quanto à obrigatoriedade do serviço militar. É na época de Metrô Linha 743 que chega ao fim mais um relacionamento afetivo de Raul: Kika se separa de Raul que afoga em muito álcool suas mágoas e inquietudes.

13h00 - Let Me Sing My Rock and Roll (1985) – Agnaldo Araújo
Sinopse: Se Raul Seixas não participou do Rock in Rio por estar se tratando em Salvador, o garimpo de Marupá, em plena floresta Amazônica, recebeu-o para um show inusitado. No mesmo ano, por iniciativa de Sylvio Passos, é lançado Let Me Sing My Rock And Roll, o primeiro (e talvez único) disco de um grande nome da música brasileira produzido por um fã-clube. O LP traz sons que as gravadoras deixaram esquecidos nas gavetas com mais outras músicas que estavam até então, limitadas a discos-compactos e à trilha sonora da novela O Rebu, de 1974. O álbum teve apenas 1000 cópias prensadas e jamais foi relançado, transformando-se numa relíquia, e traz Não Pare Na Pista, Como Vovó Já Dizia, Se o Rádio Não Toca e Caroço de Manga.

14h15 - Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!!! (1987) – Rick Ferreira
Sinopse: Disco calcado no passado desde a sua capa, Raul lançou pela gravadora Copacabana Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!!!. Ano em que o rock nacional se limitava as influências britânicas, Raul sai de Cowboy Fora da Lei, Canta, Cambalache e a antológica Quando Acabar o Maluco Sou Eu, na qual Raul cita o mutante Arnaldo Baptista em Balada De Um Louco, nos versos "eu sou louco mas sou feliz / muito mais louco é quem me diz / eu sou dono do meu nariz / na Feira de Santana ou mesmo em Paris". Foi também no ano de lançamento de Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!!! que Raul conheceu e foi reverenciado pelos então iniciantes Camisa de Vênus, que o convidou para gravar Muita Estrela, Pouca Constelação.

15h30 - A Pedra do Gênesis (1988) – Viúva Negra
Sinopse: Já bastante doente e praticamente separado de sua última mulher, Leda Coutinho, lança também pela Copacabana seu penúltimo disco. O LP é marcado por canções que soam como o presságio de uma despedida, como Cavalos Calados, Senhora Dona Persona e na antiga Areia da Ampulheta. O disco ainda traz Check Up (que havia sido censurada nos anos 70), Fazendo o que O Diabo Gosta e Não Quero Mais Andar na Contramão, uma versão de No No Song de Hoyt Axton e David P. Jackson. Nesse mesmo ano, sua amizade com seu fã e agora famoso roqueiro Marcelo Nova se intensifica, iniciando a derradeira parceria de Raul, rendendo alguns shows e a gravação de seu último disco: A Panela Do Diabo.

16h45 - A Panela do Diabo (1989) – Marcelo Nova e Os Panteras
Sinopse: Gravado em agosto de 1989, A Panela Do Diabo é o resultado da série de apresentações que Raul fez ao lado de Marcelo Nova, acompanhados pela banda Envergadura Moral. O tom de despedida é óbvio mas o disco também traz em algumas faixas o sarcasmo que tanto marcou o estilo de Raul. É nesse LP que encontramos músicas como Carpinteiro do Universo, Pastor João e a Igreja Invisível e Rock And Roll. Dois dias após o lançamento do álbum, em 21 de agosto, Raul faleceu em São Paulo, devido a uma parada cardíaca provocada pela pancreatite crônica. 

18h00 - Jam Seixas
Sinopse: Que Luz é essa que vem vindo lá do céu? Plunct! Plact! Zum! O Disco Voador pousou na Luz! Tá rebocado meu compadre! E lá vão eles de novo, um pouco assustados, andando pra frente e olhando pros lados, indo onde Pedro vai enquanto o tempo parece parado. Se na curva do futuro muito carro capotou, sorte minha ter terminando a prestação do meu buraco pra não mais me preocupar de não mais ter onde morrer. Dizendo a verdade ia andando pela rua meio apressado, sabendo que era vigiado enquanto botava pra ferver o carnaval que passou. Coragem que você pode mais, pode conquistar uma porção de coisas grandes, bebendo do vinagre e do vinho sem estar com a boca escancarada e cheia de dentes, só esperando a morte chegar. O Caminho do risco é o sucesso, bicho, e não sou eu quem vai ficar aí parado, com cara de viado. Pois quando acabar, o maluco somos todos nós.

Um comentário:

Anderson disse...

Oi.
Passeando por alguns Blogs, encontrei o seu que achei muito interessante; Os textos são ótimos. [Parabéns]
Até breve.
Beijos.