Hoje é o Dia Internacional das Mulheres. Poderia aqui fazer um relato feminista do que nós mulheres queremos de fato: direitos iguais e respeito. Sim, é o que queremos. Queremos poder sair à noite sem o medo de ser abordada. Queremos salários iguais. Queremos oportunidades iguais. Mas não.
Também não quero exigir flores. Afinal, deixe que elas vivam. Odeio ganhar coisa que morre, que acaba. Ok, você pode até me presentear com chocolates e rosas, desde que venha acompanhado de um lindo cartão (com uma declaração original, ok? Pode ser “You have bewitched me, body and soul…”) ou algo memorável, tipo uma caixa decorada, um lindo chaveiro, uma aliança, um anel, um seja lá o que for - que não vai acabar. Que eu vá usar ou ver sempre, pra sempre me lembrar daquele momento mágico (menininha modo on: yes, we can!).
Quero exigir algo que está difícil de encontrar, desde que nós mulheres decidimos lutar pelos nossos direitos: cavalheirismo. Cavalos a gente encontra aos montes. Mas um homem digno, ô coisa difícil!
Então vamos lá, ao que me inspirou nesse dia 08 de março de 2012 (Nota: adoro todos os dias 08! - mas isso fica pra depois).
Hoje fiz um tour nada turístico pelo trem e metrô da nossa tão querida cidade de São Paulo. Fui de Osasco até Alto do Ipiranga (e voltei, óbvio). No dia em que muitos homens, em seu ambiente de trabalho, na faculdade, em casa, etc., homenagearam as mulheres ao seu redor. Na volta estava eu lá cansada e carregando o mundo nas costas. Isso não vem ao caso. Vem ao caso saber que eu fui empurrada, ao ponto de quase cair no
Fiquei pensando, pois é mulherada, quem mandou queimar sutiã na rua? Quem mandou exigir direitos iguais? Agora aguenta isso!…
É o senso comum, não?
Mas é também senso comum:
O dia que você aguentar uma TPM dos infernos, uma menstruação chata e uma cólica insuportável você vai ver o que é ser mulher. O dia que aguentar uma barriga crescer até você não poder ver os pés, a não ser pelo espelho; o dia que seus pés e pernas incharem, o enjoo de manhã (e os vômitos) for diário, o cansaço também e depois de tudo isso a dor do parto. E a dor da primeira mamada… Ai sim, você vai poder me empurrar como se fossemos iguais no trem.
Enfim, quero dizer: o fato de querer direitos iguais, de "odiar presente que morre" não me faz menos mulher, menos feminina, menos delicada. Não é sempre que a gente confessa isso, então, por favor mais educação e delicadeza com a gente!
Fica aqui um apelo aos gentleman’s, apareçam por amor às mulheres.

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