quarta-feira, 26 de novembro de 2008

1° Emprego

- Vai tomar no cu!

- Sim senhor, mas o senhor poderia estar comprando um de nossos produtos.


- Vai tomar no cu!


- Sim senhor, eu gostaria de estar falando sobre a nova dieta que as pessoas estão aderindo.

- Vai tomar no cu! – insiste, desligando o telefone.

Mais tarde diz o patrão:

- Você não atingiu a meta de "vai tomar no cu" do mês, infelizmente tenho de estar despedindo você.

Quantas vezes você já não foi "abordado" por um atendente de telemarketing? Quase sempre as pessoas nem escutam o que a pessoa do outro lado da linha está dizendo, apenas ficam concordando até terem a oportunidade de falar o "vai toma no cu" do dia

Pois é, a mentalidade que reina é:

"Estou ocupado e não importa que você também esteja trabalhando e que você ganhe muito menos do que eu, não ligo para você e não estou disposto a te ajudar, na verdade, nem te considero um ser humano".

O telemarketing é o exemplo mais caricato disso. Na realidade, esse é o reflexo do cenário de exclusão e intolerância que vivemos. Alguém já parou para pensar que tipo de problemas a pessoa que "gostaria de estar vendendo" um produto para você passa?  Que se o motoboy da buzininha chata não costurar o trânsito para chegar ao seu destino ele será demitido sumariamente? Claro que há casos e casos, mas está mais do que na hora de pararmos de generalizar negativamente – "essa raça de motoqueiros não presta" "esses caras do telemarketing só sabem encher o saco".

Essa raça, esses caras, muitas vezes pegam duas conduções para ir e duas para voltar do trabalho, são centopéias que ficam horas em fila, são xingados o dia inteiro por tudo e todos. A troco de quê? A sobrevivência pura e simples. E olha que estão apenas entrando no mercado de trabalho. Enquanto isso vemos pessoas reclamando dos estágios com salário de R$1000, mais plano de saúde, vale-refeição etc.

Li no Blog da tia Dag da Associação Casa do Zezinho...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Justificativas e uma dica

Há algum tempo que eu não apareço por aqui... É a total falta de tempo:

1. Correria de final de ano e fechamento de semestre na faculdade (já tô de rec em 3 matérias!)
2. Estou sem net no trampo, aliás estou sem PC!!!
3. O namoro consome o meu tempo livre (hehehe)
4. Tô procurando um novo emprego (alguém me dá?)

São desculpas esfarrapadas? Talvez, mas quem nunca inventou uma desculpa que atire a primeira pedra! Todos somos mentirosos... Podemos não inventar algo totalmente inacreditável, mas sempre que necessário utilizamos nossa criatividade a nosso favor (ou a favor de alguém que nos tenha solicitado...).


Aliás, li um livro ano passado que falava um pouco sobre isso. O nome é 'Ei, professor' de Frank McCourt, ganhou o prêmio Pulitzer. É a auto-biografia de um professor... Ele relata sua experiência em uma escola pública de periferia, em certo momento ele cita os 'bilhetes de desculpas', recados 'dos pais' de seus alunos, justificando a ausência ou a não entrega de algum trabalho.


Quem nunca falsificou a assinatura de seu pai ou mãe, ou inventou uma história para não entregar um trabalho? Pois então, esses alunos também o faziam. E McCourt dizia que, de longe, percebia quando um recado era falso... As histórias mirabolantes que os alunos inventavam...

Qual foi a saída de McCourt? Denunciar seus alunos? Não, ele não podia trair os seus alunos, os pais (alguns, muitos) eram trogloditas demais...

Frank McCourt teve uma grande idéia: solicitou aos seus alunos quem escrevessem bilhetes de desculpas para um trabalho... E adivinha?


Sucesso total e absoluto...




Boa leitura!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Calvin & MariAntônia



Essa foi só pra descontrair... Isso acontece muito comigo! Até no celular. Minha amiga liga nele e pergunta "Paulinha o Alex tá aí?"


Boa noite... estou bem! Mas só na vida corrida!!! E ainda sem net durante o dia... Espero que essa semana volte... (por favor, VIVO!!!)

Vamos lá... Sábado fui no MariAntonia, um Centro Universitário da USP, localizado na Rua Maria Antonia (Travessa da Consolação)... e simplesmente me apaixonei pelo lugar, pela história, por ser A Memória do movimento estudantil e da luta pela democracia! (o suficiente pra mim, 'socialista' que sou me apaixonar!!!)













Mas não só por isso... amo artes. E poder estar ali deu uma reacendida na chama pela educação... Uma vontade louca de ser professora, de começar a lecionar logo, ou pelo menos monitorar uma exposição.

É o Centro Universitário Maria Antônia é um centro com exposições e oficinas de arte... O espaço é muito lindo, da hora mesmo, vale a pena dar um pulo por lá!

Deixo ai abaixo um dos (inúmeros!) projetos do Setor Educativo do MariAntônia, a obra CARNE... sim! É um ônibus vermelho com o letreiro escrito "Carne" que perambulou pelo Estado de São Paulo (mas sem passageiros), visitando escolas públicas e deixando-se ser visitado pela comunidade em geral...

 


CARNE, de Carmela Gross, é a obra inaugural do projeto Arte Passageira, iniciativa do Setor Educativo do Centro Universitário Maria Antonia, que consiste em ceder a um artista convidado um antigo ônibus circular da Cidade Universitária, do qual o artista se apropria como quiser. Feito isso, o ônibus-obra será conduzido a escolas da cidade, levando consigo educadores do MariAntonia. Esta obra de Carmela compartilha com a escola um mesmo procedimento: o cortar-colar. Ele faz parte do repertório gestual da escola e aparece na obra como elemento construtivo, como base de toda mutação do ônibus em CARNE. Tecido, vinil adesivo e papel em tons de vermelho cobrem toda a superfície, interna e externa, daquilo que agora, além de ônibus, é suporte, obra e veículo. Carmela produz um amálgama de sentidos numa curiosa elaboração da superfície: cobre sem ocultar, revela ao encobrir. Visto do interior do ônibus, o mundo todo é vermelho. Vermelho gritante de dor, excitação, perigo, sangue. Vermelho da sensualidade, paixão, calor. A polissemia atua também no título da obra: CARNE, massa indistinta, gado, sacrifício, o que presta para ser macerado, o que se destina à lâmina. Que imenso carnívoro será alimentado? Recordo-me das crianças no moedor de carne em um clipe do Pink Floyd, da canção A Carne, na voz de Elza Soares, dos operários da indústria de carne enlatada em A Santa Joana de Brecht. Mas carne é também músculo, força, luta, golpe, impulso, união. É carnal todo movimento nosso, toda mudança começa na carne. Carregado de tensões, este primeiro ônibus-obra do projeto Arte Passageira vai longe.
Priscila Sacchettin

É isso... Beijos! Até!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Mulheres contra TPM

Recebi este texto de uma amiga! Amei!

Para fins de direito feminino, venho reinvindicar e lutar para que as mulheres sejam desobrigadas a trabalhar nos dias de mestruação.

Por motivos causados pela TPM (Tensão Pré Menstrual), que causam transtorno aos demais funcionários e a si mesma, obrigando os colegas suportarem seu mal estar, sua sensibilidade. Um mulher de TPM não está em condições emocionais de ouvir um simples "NÃO" dos clientes ou prestadores de serviço, quanto mais do empregador.

Juntas conquistaremos nosso direito.

ASSOSSIAÇÃO DAS MULHERES TRABALHANDO CONTRA TPM

www.mulher30.com.br

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Apenas um teste


Bom como eu preciso postar algo para testar o Blog Send (postar via e-mail) ai vai...

Vejamos se acho algo para falar... Prometi dizer sobre inúmeras coisas no último post... Vou falar sobre o Plurk...

Fui agora pegar uma imagem mas não sei comofas para publicar fotos via Blog Send... será que é só anexar arquivo? Espero que sim...

Bom voltando ao assunto... O Plurk entrou na minha vida por convite do Tarcísio do Dança, Pensamento e Cultura... De princípio eu não quis entrar, pensei "Ah, que besteira é essa... Eu não tenho tempo pra essas coisas..." Mas ai o que aconteceu? Decidi entrar num dia que não tinha nada pra fazer e com o interesse em manter o Blog mais atualizado, já que dá pra colocar um Widget no blog... e mantê-lo atualizado...

Ok! Mas o que é mesmo o Plurk? É um microblog... Uma mistura de MSN com Orkut. Um passo a frente do Twitter (ou não, depende do ponto de vista... afinal todo ponto de vista é a vista de um ponto). Segundo o Sucinto é uma Revolução em Microblogging... E lá você pode encontrar um Tutorial que explica passo a passo como utilizar essa nova febre (???) da internet...

Com alguns atrativos como Karma (que aumenta conforme sua assiduidade no plurk) e poder seguir o que as pessoas falam, pensam e fazem... E com a possibilidade de responder a tudo isso! De poder compartilhar vídeos, fotos e etc... É uma boa pedida para quem quer fazer novos amigos... Ou para alguém que (atualmente pelo menos) está trabalhando sozinha e se sentindo muuuuuiiiito solitária...

Ou seja: estou viciada! Ao ponto de usar o asterísco (*) para criar *itálico* ou **negrito**...rs

Meu perfil? E só clicar aqui. Visite-me e torne-se um amigo...

*E quanto a gente paga pelos sonhos que deixou?*